░ Rio cego

Um rio de tristeza esconde uma criança
De infância desencontrada.
Não espera resposta nem auxílio de apóstolos.
O seu coração é uma montanha que ninguém abraça.
Os olhos,
Uma terra para sempre abandonada.

Não podem ter alma nas veias,
os hipócritas.
Só as fezes lhes correm.

 

_
▪ Maria Azenha
(Coimbra, n. 1945)
Poema inédito publicado com autorização prévia da autora.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s